Fala-se muito que o Estado brasileiro é laico, mas na prática, a fé ainda decide votos e silencia pautas.
As religiões de matrizes africanas, como o Candomblé e a Umbanda, seguem sendo quase esquecidas pelos políticos, especialmente quando o assunto é respeito, representatividade e liberdade religiosa.
Projetos que tratam de intolerância, cultura afro-brasileira ou proteção de terreiros raramente entram em pauta.
Quando entram, não têm votos suficientes não por falta de importância, mas por critérios religiosos íntimos de quem deveria legislar para todos.
Enquanto isso, terreiros sofrem ataques, preconceito e ausência de políticas públicas, e o discurso de laicidade vira apenas uma frase bonita na Constituição.
Respeitar todas as crenças é respeitar o próprio país.
Laicidade não é ausência de fé é igualdade de espaço e voz para todas elas.
Querem mais atenção política.
“Terreiro é cultura, é memória. Político que ignora isso ignora parte da nossa história.”
Professora de história.
“Já perdi conta das vezes que pedi ajuda para proteger nosso espaço e ninguém respondeu.
Precisamos de lei e ação.”
Líder de terreiro.
“Laicidade não pode virar invisibilidade.
Representatividade se conquista com políticas públicas.”
Ativista antirracismo.
“Quando a pauta envolve matriz africana some até vereador da base.
É omissão institucional.”
Sociólogo.
“Se a política abraçasse essas religiões, muitos conflitos e crimes de intolerância seriam prevenidos.”
Advogada de direitos humanos.
Nem sempre é esquecimento; às vezes falta estrutura e prioridade orçamentária para todas as demandas.”
Servidor público.
“Político precisa ouvir todos os segmentos; não é só questão religiosa, é concorrência de pautas.”
Assessora parlamentar.
“A laicidade exige neutralidade do Estado dar tratamento especial pode gerar questionamentos legais.”
Estagiário de Administração Publica.
“Muitos prefeitos apoiam, mas medidas dependem de recursos; a solução vem com articulação, não só discurso.”
Comerciante de Joias.
“Há movimentos dentro dos terreiros que preferem autogestão em vez de depender do político local.” Pesquisadora em religião popular.
***FIM***
Ordem e Progresso
Liberdade Ainda que Tardia
#ordemeprogresso #liberdadeaindaquetardia
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