No Brasil, a ideia romântica de que cada classe social vota em “seus iguais” está sendo derrubada por dados concretos e por análises acadêmicas robustas.
Comportamento eleitoral não é só sobre renda, endereço ou nível de instrução é sobre percepção, mobilidade social e estratégia política.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram um eleitorado majoritariamente com ensino médio completo, com variados níveis socioeconômicos e um perfil de candidatos com maior escolaridade e privilegiando ocupações estáveis (como empresários e servidores públicos) tipicamente fora da realidade da classe trabalhadora brasileira.
Ou seja: quem vota não escolhe um “gêmeo social”, e muitas vezes também não escolhe alguém da mesma classe econômica ou origem social e isso tem impactos profundos na representatividade política e na percepção de pertencimento democrático.
• O perfil dos candidatos nem sempre reflete o perfil real dos eleitores há descompasso entre classes sociais e eleitos no Brasil
• Artigos acadêmicos afirmam que o voto nem sempre segue uma lógica de “classe a classe” eleitores consideram fatores ideológicos, imagem, emoção e questões políticas, e muitas vezes ignoram ou deixam de lado a classe social como critério principal.
• Há evidências de que, historicamente, existe uma assimetria no voto relacionado à classe social ou seja, eleitores muitas vezes votam fora de sua própria esfera social ou econômica.
Declarações populares A FAVOR dessa ideia
“Eu ganho pouco, mas não quero um pobre no poder quero alguém que sabe administrar!”
Morador da periferia.
“Não voto só pensando na minha renda, voto em quem promete crescimento e emprego.”
Trabalhador de classe C.
“Meu voto vai para quem parece preparado, não importa se for rico ou pobre.”
Universitário.
“Já cansei de políticos ‘iguais a mim’ que só prometem e não cumprem.”
Aposentado da classe média.
“Escolho por competência, não por classe social.”
Empresário de pequeno porte.
Declarações populares CONTRA essa ideia
“Claro que a classe baixa vota em ricos porque pobre acha que só rico faz acontecer.”
Taxista.
“Isso é manipulação dos poderosos o povo pobre nunca é realmente representado!”
Líder comunitário.
“Elite vota em elite e o povo fica no fundo do poço.”
Estudante engajado.
“Quem tem dinheiro compra voto e sai elegendo seus pares não é escolha real.”
Dona de casa.
“Classe social conta sim político que vem de cima nunca vai entender quem vive com um salário mínimo.”
Operário.
O Brasil vive um paradoxo eleitoral:
Temos uma democracia representativa, mas a representação social real é fraca.
Os eleitores muitas vezes escolhem candidatos fora de sua própria classe social seja por estratégia, falta de conhecimento, ou busca por estabilidade, status e competência percebida.
Isso ajuda a explicar por que parte da população declara não se ver representada pelos políticos que elege um número enorme segundo pesquisa do Instituto Ipsos: 94% dos eleitores afirmaram não se sentir representados por seus representantes políticos.
A democracia precisa de você ativo não só votando, mas entendendo quem está escolhendo.
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***FIM***
Ordem e Progresso
Liberdade Ainda que Tardia
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