Na política, a lógica raramente é racional.
As pessoas lembram muito mais do que traz alegria, benefício imediato ou sensação de vitória do que dos problemas estruturais, crises e erros graves.
O bom vira lembrança permanente.
O ruim é tratado como “uma fase”.
Isso não é achismo é comportamento humano estudado pela psicologia, sociologia e ciência política.
Pesquisas em psicologia social apontam que emoções positivas têm maior poder de fixação na memória coletiva quando associadas a líderes, eventos e símbolos, enquanto problemas complexos tendem a ser racionalizados ou esquecidos com o tempo.
Por que o bom fica e o ruim passa?
Viés da positividade
Simplificação da realidade política
Narrativa vence gestão
Na política moderna, quem controla a narrativa controla a memória.
O eleitor lembra do discurso, do símbolo e da sensação não do relatório técnico.
Dados que reforçam essa lógica
Pesquisas eleitorais mostram que avaliações de governo melhoram após eventos positivos pontuais, mesmo quando indicadores estruturais seguem ruins.
Estudos sobre voto retrospectivo indicam que o eleitor tende a julgar governos por acontecimentos recentes e emocionalmente marcantes, não pelo conjunto da gestão.
Declarações populares A FAVOR dessa ideia
“Todo governo tem problema, mas aquele tempo foi bom.”
Aposentado.
“Eu lembro do que melhorou minha vida, não do caos.”
Trabalhadora.
“Crise sempre tem, mas naquele governo eu vivia melhor.”
Motorista.
“O povo quer lembrar de coisa boa, ninguém aguenta só problema.”
Comerciante.
“Se me deu alegria, ficou na memória.”
Jovem eleitor.
Declarações populares CONTRA essa ideia
“Esquecer os erros é repetir o problema.”
Professor.
“Alegria momentânea não paga hospital sem médico.”
Enfermeira, Ceará.
“Memória curta é o combustível da má política.”
Analista político.
“O povo esquece rápido demais o preço que pagou.”
Empresário.
“Governar não é fazer sentir bem, é resolver problema.”
Servidor público.
O risco dessa lógica
Quando a política se baseia apenas em sensações positivas, abre-se espaço para:
Populismo emocional
Repetição de erros históricos
Líderes mais preocupados em agradar do que governar
Esquecimento de crises graves como se fossem “detalhes”
A ciência política alerta: democracias enfraquecem quando a memória coletiva se apoia mais em emoções do que em resultados reais.
Por fim...
Na política, o bom dura, o ruim é de momento pelo menos na memória popular.
Mas essa lógica cobra um preço alto: quando o eleitor lembra apenas do que deu prazer e esquece o que causou dano, o ciclo se repete.
A alegria vira argumento.
O problema vira desculpa.
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***FIM***
Ordem e Progresso
Liberdade Ainda que Tardia
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