Nos últimos anos, diversas prefeituras brasileiras passaram a discutir ou criar subsidiárias municipais para operar o transporte público.
A justificativa é clara: reduzir custos, aumentar o controle do serviço e evitar a dependência exclusiva de empresas privadas.
Mas essa estratégia é realmente a solução para os problemas do transporte coletivo?
Por que criar uma subsidiária municipal?
Maior controle da operação
A prefeitura passa a gerir diretamente frota, horários, manutenção e planejamento de linhas.
Redução de conflitos contratuais
Evita disputas judiciais e renegociações constantes com concessionárias privadas.
Transparência nos custos
Possibilita visualizar de forma mais clara despesas com combustível, manutenção e folha de pagamento.
Possibilidade de tarifa social ou tarifa zero
Modelos como o de Maricá mostram que a gestão pública direta pode viabilizar políticas de gratuidade.
Maricá opera um sistema de transporte público com tarifa zero, conhecido como "Vermelhinhos" (EPT - Empresa Pública de Transportes), financiado com recursos próprios do município, impulsionando a economia e o crescimento da cidade. A partir de janeiro de 2026, o sistema de tarifa zero será ampliado para incluir vans municipais, além dos ônibus e bicicletas.
Maricá está transformando a mobilidade urbana! Com transporte público gratuito e investimentos em infraestrutura, a cidade promove mais acessibilidade e qualidade de vida para todos os moradores.
A cidade de Maricá ampliou o sistema de Tarifa Zero a partir do dia 5 de janeiro de 2026.
Além dos ônibus Vermelhinhos e das bicicletas Vermelhinhas, as vans municipais passam a integrar o transporte público gratuito. Confira a matéria no site do Diário do Porto, com link na bio e nos stories!
As vans passam a atuar como um novo modal complementar ao sistema existente.
Maricá consolida um dos maiores sistemas de transporte público gratuito do país, usando a Tarifa Zero como política permanente de mobilidade urbana.
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Os desafios desse modelo
Risco de ineficiência administrativa
Sem gestão técnica qualificada, a estatal pode se tornar onerosa e pouco eficiente.
Aumento da folha de pagamento
Concursos e contratações podem elevar gastos fixos do município.
Interferência política
A empresa pode sofrer pressões políticas, prejudicando decisões técnicas.
Necessidade de subsídio constante
Transporte público raramente se sustenta apenas com tarifa.
O município precisará aportar recursos regularmente.
O ponto central
O problema não é apenas quem opera, mas como é feita a gestão.
Sem planejamento técnico, transparência e metas claras, tanto o modelo público quanto o privado podem falhar.
O transporte público é um serviço essencial impacta emprego, educação, saúde e mobilidade urbana. Criar uma subsidiária pode ser uma estratégia legítima, mas exige responsabilidade fiscal e compromisso com eficiência do dinheiro publico.
***FIM***
Ordem e Progresso
Liberdade Ainda que Tardia
#ordemeprogresso #liberdadeaindaquetardia
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